Palestra Notícias Difíceis

O Programa de Estudo e Capacitação do Setor de Reabilitação do Hospital “Dr. Adib Domingos Jatene” recebeu no Centro de Estudos da unidade hospitalar, a psicóloga com doutorado em Psicologia Clínica, Dra. Ana Laura Schliemann, para falar sobre o tema “Discutindo notícias difíceis em saúde”. O evento foi destinado aos profissionais da área, com o objetivo de auxiliá-los no que se refere à conduta recomendada no momento de informar o paciente e seus familiares sobre uma condição gravíssima de saúde, que pode não ter cura.

Injeções de toxina botulínica e mesoterapia podem ajudar no tratamento das dores causadas pela artrose de joelho.

Substâncias tem grande efetividade no controle da dor causada pelo desgaste da articulação do joelho, sendo alternativa quando cirurgia é contraindicada.

A artrose de joelho é o comprometimento da articulação, responsável por sustentar o corpo e proporcionar mobilidade e flexibilidade às pernas. O problema apresenta sintomas como: dor após esforço, rigidez, estalos ou trepidações, além de inchaços e limitações dos movimentos. Em casos graves há incômodos fortes, que impossibilitam a locomoção.

O tratamento convencional para a artrose inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e analgésicos para amenizar os sintomas, além de fortalecimento muscular e fisioterapia para melhorar o condicionamento e estabilidade da articulação. Casos graves que não melhoram com os tratamentos convencionais exigem cirurgia de artroplastia, em que o joelho comprometido é substituído por uma prótese metálica.

No entanto, há situações em que o procedimento cirúrgico não é recomendado, exigindo o emprego de alternativas, como explica Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos, que atende na Clínica Ápice Medicina Integrada, em Sorocaba (SP), na Clínica Harmonia, em Araçoiaba da Serra (SP) e também em consultório na cidade de São Paulo (SP). “Quando os tratamentos convencionais não surtem efeito e a cirurgia não pode ser realizada, seja por risco elevado ou opção do paciente, podemos utilizar terapias medicamentosas de alta eficácia na tentativa minimizar os sintomas. Esses recursos são a mesoterapia e a toxina botulínica”, explica a especialista.

A mesoterapia é uma técnica que faz uso de microinjeções nos locais das lesões, em quantidade bem pequena, mas com potencial para obter excelentes resultados. “A ação da mesoterapia é potencializada, visto que a aplicação concentra os fármacos no local da dor. Outra vantagem é que enquanto os medicamentos convencionais orais ou intravenosos são absorvidos pelo organismo, aumentando as chances de efeitos adversos, com a mesoterapia isso não acontece, pois é utilizada uma dose mínima das substâncias aplicada localmente e na camada intermediária da pele”, explica.

Para o tratamento da artrose de joelho, são feitas diversas microinjeções de uma mescla de medicamentos em volta da articulação comprometida. O processo é praticamente indolor. “Após a aplicação, os remédios entram em ação e em alguns dias a inflamação diminui, cessando a dor”, completa a médica.

A mesoterapia de joelho exige dentre cinco a dez sessões, feitas uma vez por semana. “Após este processo, é esperado que o paciente entre em processo de remissão da dor, ou seja, o incomodo vai diminuindo até desaparecer. Novas sessões serão necessárias apenas depois de alguns meses ou quando a dor voltar”, conta a fisiatra.

Em casos severos, quando até mesmo a mesoterapia, infiltração com corticoides ou viscossuplementação não apresentam os resultados esperados, há a possibilidade de realizar infiltrações com toxina botulínica, técnica considerada viável para o tratamento da dor devido ao bloqueio dos receptores de dor pela toxina. “A infiltração com toxina botulínica faz uso de uma única agulha, mais comprida, que injeta a substância diretamente no interior do joelho. O Botox, como é comercialmente chamado, bloqueia a transmissão dos impulsos nervosos responsáveis pela sensação de dor, o que melhora os sintomas dolorosos. Da mesma forma que a mesoterapia, é preciso reaplicar após alguns meses, visto que, com o tempo, vai diminuindo o efeito do medicamento, mesmo assim, os resultados costumam ser muito interessantes”, detalha Dra. Matilde.

Tanto a mesoterapia, quanto a toxina botulínica são indicadas quando a cirurgia é inviável, seja devido à idade avançada e comprometimento da saúde do paciente, o que aumenta os riscos cirúrgicos, seja pela opção própria do paciente em não operar.

Hiperidrose: toxina botulínica é opção eficaz contra suor excessivo

Substância é considerada “padrão ouro” para o tratamento do problema; Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra e autoridade mundial em aplicações terapêuticas do produto, fala sobre os benefícios da técnica.

A hiperidrose é um distúrbio do organismo, em que ocorre a produção excessiva de suor, principalmente nas regiões das mãos, axilas e virilha. O quadro não é grave, no entanto, o desconforto gerado pelo problema pode comprometer a qualidade de vida ao favorecer situações, como: roupas molhadas de suor, constrangimento ao cumprimentar com aperto de mão e manchas em papeis e documentos manuseados.

Quem fala sobre o assunto é a Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos e autoridade mundial em aplicações terapêuticas da toxina botulínica, substância que atua no tratamento da hiperidrose. “A hiperidrose atinge cerca de 2% da população. Se considerarmos aproximadamente dois milhões de habitantes da Região Metropolitana de Sorocaba, é possível que tenhamos 40 mil pessoas com o distúrbio”, afirma a médica.

Prof.ª Dra. Matilde revela o que causa o quadro. “É uma anomalia no sistema nervoso simpático, que é uma região controlada pelo cérebro de maneira autônoma, isto é, sem a interferência da vontade. Essa região é responsável por gerenciar reações, a exemplo da dilatação de pupila, regulação do diâmetro da traqueia e dos brônquios, frequência cardíaca, produção e liberação de adrenalina ou glicose e a produção de suor, dentre muitas outras funções”, elenca. “Quando há algo de errado, como uma alteração genética ou doença, podem ocorrer disfunções no sistema. Uma delas é a hiperidrose”, completa.

O diagnóstico é clínico, baseado na observação dos sintomas e histórico do paciente. “Após a constatação, é iniciado o tratamento, que pode ser feito com o uso de medicamentos, aplicação de cremes ou pomadas e cirurgias. No entanto, mesmo com diversas opções de terapia, a aplicação de toxina botulínica é considerada ‘padrão ouro’, o que, na medicina, significa ser a melhor opção disponível”, pontua Dra. Matilde.

A toxina botulínica, popularmente chamada de Botox, é uma neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, popularizada para o tratamento estético de rugas e marcas de expressão. “O uso clínico da substância no combate à hiperidrose funciona da seguinte forma: o médico realiza diversas aplicações na região acometida pela sudorese excessiva. É utilizada uma quantidade segura do produto, que age como um bloqueador neuroquímico, ou seja, as glândulas sudoríparas deixam de receber estímulos nervosos, diminuindo a produção de suor naquele local. A técnica apresenta eficácia elevada, reduzindo em 70% a quantidade de suor em quase a totalidade dos casos”, detalha a especialista.

Além da elevada margem de sucesso do procedimento, outra vantagem são os poucos efeitos colaterais. “Enquanto técnicas, como a cirurgia, podem causar o efeito compensatório, que é quando a hiperidrose cessa na região operada, mas aparece em outro local antes não acometido, com a toxina botulínica, isso raramente acontece. A manutenção do tratamento é bem tranquila, devendo ser reaplicada entre seis meses e um ano, aproximadamente. Como é extremamente segura, a toxina botulínica praticamente não possui contraindicações, que se resumem a quadros de alergia aos componentes ou durante a gravidez”, conclui Dra. Matilde.

 

Mais informações podem ser obtidas pelo Facebook ou Instagram: dramatildesposito.