Moradores de residencial lançam livro coletivo de receitas

Ao todo, 20 residentes participaram da realização do exemplar com 30 páginas, intitulado “Quarentena no Charbel”

 

Apesar de desafiador, o período de quarentena inspirou diversas iniciativas criativas e solidárias entre as pessoas. Uma delas foi um livro de receitas lançado por moradores do Residencial Saint Charbel, situado em Araçoiaba da Serra (SP), como forma de levar aconchego aos lares durante a fase de isolamento social.

Ao todo, 20 residentes participaram da realização do exemplar com 30 páginas, intitulado “Quarentena no Charbel”. Cada um compartilhou sua receita favorita, totalizando dez pratos salgados e dez doces. A ideia do projeto surgiu no grupo de WhatsApp dos condôminos, usado para a transmissão de informações. Para aliviar a tensão gerada pela pandemia, uma vizinha fez um bolo de chocolate e decidiu sorteá-lo entre os participantes. A proposta logo agradou a todos e, então, os sorteios de pratos entre os moradores e funcionários passaram a acontecer todos os finais de semana.

Ao perceber que os pratos sorteados eram deliciosos, Matilde Sposito, médica fisiatra e moradora do residencial, decidiu reunir as receitas em um livro. Dessa forma, ela foi a idealizadora e coordenadora da obra, além de assinar o seu prefácio. “Coloquei a ideia no WhatsApp e todo mundo aderiu. As pessoas começaram a me mandar as receitas, junto com uma foto. Escolhemos dez doces e dez salgadas, de modo a compor um livro completo, com 20 receitas”, conta.

Além de ser uma forma de compartilhar conhecimentos, a produção do livro uniu ainda mais os moradores do Saint Charbel. De acordo com eles, a ideia estimulou o diálogo e a proximidade em um momento crítico, dissipando, assim, um pouco das preocupações. Para alguns participantes, o projeto rendeu, inclusive, boas oportunidades, pois começaram a cozinhar pratos para vender no residencial. Para saber mais sobre o livro de receitas “Quarentena no Charbel”, basta entrar em contato pelo telefone (11) 99934-2239.

COVID-19: cuidados preventivos com pessoas com deficiência

  • Profa. Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos da Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), orienta sobre os cuidados de prevenção com as pessoas com deficiência durante a pandemia.

O mundo está passando por um momento muito delicado, enfrentando uma pandemia causada pelo novo Coronavírus, o COVID-19. O vírus ainda não é totalmente compreendido pela medicina. Estudos estão sendo realizados, mas o que se sabe até o momento é que, apesar de poder afetar qualquer pessoa, seja qual for a idade ou estado de saúde, existem grupos de risco para a doença e um deles é o das pessoas com deficiência que apresentam certas condições complicadoras.

Ser uma pessoa com deficiência não significa, por si só, que apresente maior vulnerabilidade à COVID-19. Entretanto, existem situações comuns em pessoas desse grupo que as colocam em situação de risco. Para muitas delas, o distanciamento social pode ser muito difícil, principalmente para quem requer auxílio para as atividades básicas, como se alimentar e tomar banho, por exemplo. “Dentro desse grupo, existem pessoas que enfrentam riscos maiores, sendo elas as que apresentam problemas respiratórios, dificuldades na comunicação e nos cuidados pessoais, condições autoimunes, idosos, portadores de Síndrome de Down, doenças associadas, como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rim, doenças neurológicas e aquelas em tratamento de câncer”, explica Profa. Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos da Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP).

Para redobrar os cuidados preventivos às contaminações com essas pessoas consideradas do grupo de risco, a especialista da Ápice Medicina Integrada elencou as principais orientações:

  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca, sem ter higienizado as mãos;
  • Usar máscara cirúrgica, se estiver com coriza ou tosse;
  • Restrição ao contato social, exceto com cuidadores e profissionais da saúde, quando necessário;
  • Evitar aglomerações, atividades em grupo e viagens;
  • Atenção redobrada aos cuidados com a higiene pessoal, especialmente para pessoas com deficiência intelectual e motora com alto grau de dependência;
  • Higienização diária de cadeiras de rodas, bengalas, andadores e outros equipamentos de auxílio à locomoção, com água e sabão ou álcool líquido a 70%;
  • Para quem utiliza cadeiras de rodas e toca nos aros com frequência, o ideal é usar luvas descartáveis, além de higienizar as mãos, antes e após vestir as luvas;
  • Sair de casa apenas em casos emergenciais;
  • Higienização frequente das mãos com água e sabão, além do uso de álcool em gel 70%;
  • Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço de papel descartável e, em seguida, jogue-o no lixo. Caso não tenha o lenço por perto, proteja-se com o antebraço, e nunca com as mãos;
  • Mantenha uma alimentação equilibrada e saudável;
  • Pratique exercícios físicos diários adequados para cada condição.

Profa. Dra. Matilde ainda adverte para a importância de não criar pânico e evitar ir até prontos-socorros ou hospitais, sem necessidade urgente. “É um momento delicado que, certamente, não gostaríamos de passar. Mas, devemos manter a nossa rotina o mais próximo possível do habitual, mesmo em casa. E é extremamente importante tomar todos os cuidados possíveis para evitar o contagio com o COVID-19 e isto inclui procurar o pronto atendimento somente em casos de urgência e emergência. Os hospitais são os lugares mais propícios a se contaminar, não apenas com esse vírus, mas com outros também. Por isto, todo cuidado preventivo possível é indicado”, alerta Prof.ª Dra. Matilde.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3229-0202 ou pelo site: www.apice.med.br.

Úlceras de pele: prevenção e tratamento especializado são fundamentais para evitar complicações graves

Técnica cirúrgica de desbridamento atua de forma efetiva, eliminando os tecidos danificados do ferimento e permitindo a cicatrização.

Existem diversos tipos de ferimentos que podem levar ao surgimento das úlceras de pele, popularmente chamadas de “feridas”. Algumas costumam ser mais graves, como as causadas por problemas arteriais, venosos, infecções, diabetes e por pressão, essas últimas podem aparecer nas regiões dos cotovelos, nádegas e calcanhares de pessoas debilitadas, que passam muito tempo acamadas, especialmente naquelas onde a sensibilidade de pele está alterada.

O que torna todas essas lesões potencialmente graves é uma característica em comum: eles dificilmente cicatrizam sem intervenção médica especializada, conforme explica Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos da clínica Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP). “A condição de ter uma ferida aberta é séria, se considerado o fato de que muitas pessoas negligenciam os cuidados necessários, achando que vai ‘sarar sozinha’ e não vão ao médico até perceberem que o ferimento piorou muito”, afirma Dra. Matilde.

Outro agravante desse tipo de ferida é que ela surge, normalmente, por conta de uma deficiência circulatória no local, ou seja, o sangue não chega em quantidade suficiente para manter o tecido saudável, ocorrendo a morte celular e a consequente ulceração. “As úlceras venosas surgem mais frequentemente nas pernas, principalmente na região do tornozelo, como complicações das varizes, o que leva ao acúmulo de sangue e rompimento das veias, podendo causar inchaço e escurecimento na pele, assim as feridas que doem e não cicatrizam. Essa característica impede que as células trabalhem para reconstruir o local prejudicado e também dificulta a atuação do organismo contra infecções bacterianas. A presença de úlceras venosas, embora não seja fatal, pode gerar grande desconforto e, até mesmo, provocar incapacidades, afetando a qualidade de vida da pessoa”, alerta a médica fisiatra.

Uma das maneiras de atuar a favor da cicatrização desses ferimentos, ou úlceras, é com a técnica de desbridamento, que consiste na remoção do tecido não viável e limpeza do local, de forma a combater a infecção e promover a regeneração da pele. “É um procedimento cirúrgico ambulatorial, que só pode ser feito por médico especialista. Essas partes não viáveis precisam ser removidas, pois interferem no processo normal de cura das feridas, prolongando a fase inflamatória, inibindo a fagocitose (combate à infecção) e potencializado o crescimento bacteriano. Com a remoção da parte necrosada, é possível fazer curativos tópicos e auxiliar na cicatrização. É um processo comum aos médicos fisiatras, que atuam diretamente com pacientes acamados e têm experiência em tratar das sequelas e complicações de saúde das pessoas com dificuldade de locomoção”, diz Dra. Matilde.

Mesmo com possibilidade de melhora, as úlceras de pele são lesões complexas e de tratamento difícil, devido à sua natureza. “A melhor forma de combater o problema é com a prevenção. Pessoas com problemas circulatórios, diabetes, obesidade severa e acamadas devem sempre ficar atentas ao menor sinal de lesão na pele e consultar um médico regularmente. Igualmente cabe ao paciente utilizar calçados e palmilhas adequados”, aconselha a especialista. “Atualmente, também existem calçados ortopédicas, colchões e travesseiros especiais para acamados, que diminuem os riscos de desenvolver esses ferimentos”, completa.

A higienização das áreas afetadas é primordial para o sucesso do tratamento. “Moradores de áreas periféricas, que sofrem com problemas de saneamento ou, então, trabalhadores rurais, precisam ficar duplamente atentos, pois qualquer fragmento de sujeira que possa entrar em contato com as feridas aumenta o risco de complicações”, conclui a médica.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3229-0202, pelo site: apice.med.br ou pelo Facebook: facebook.com/apicemedicinasorocaba. A Ápice Medicina Integrada fica localizada na Rua Eulália Silva, 214, Jardim Faculdade, em Sorocaba (SP).

Cervicalgia é a causa mais comum de dor entre adultos

 Problema crônico atinge 18% da população brasileira enquanto a dor aguda chega a 50%.

Você acorda com o pescoço duro, mal pode se mexer e o corpo todo parece ser um bloco.  Estamos falando da cervicalgia, que nada mais é que a dor na região cervical, ou do pescoço, que atinge as vértebras cervicais e pode chegar aos ombros. Existem dois tipos de cervicalgia: a crônica, que persiste por várias semanas, ou a aguda, que dura alguns dias. “É preciso identificar as causas e a persistência da dor para dar início ao tratamento adequado, explica a médica fisiatra Dra. Matilde Sposito”, especialista em bloqueios neuroquímicos da clínica Ápice de Sorocaba.

As causas da cervicalgia podem ser diversas, indo das lesões musculares ou articulares, causadas pela má postura (dormir, sentar ou andar em posição inadequada), passando pelo traumatismo cervical, como um choque violento na nuca durante um acidente de carro, por exemplo, até a hérnia cervical, artrose e, em alguns casos, relacionadas a problemas sérios, como uma doença infecciosa, reumática ou tumoral.

O fato é que o problema tem crescido entre a população e, atualmente, segundo um estudo da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação em parceria com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 18% dos brasileiros sofrem com a cervicalgia crônica e a estimativa é que a dor aguda atinja 55% das pessoas.  A pesquisa também aponta que em relação à cervicalgia crônica as mulheres são as mais afetadas, chegando aos 12% contra 9% dos homens.

A vendedora Michele Badur, 34 anos, faz parte dessa estimativa. Ela teve uma cervicalgia aguda e a dor, que durou três dias, foi tratada com analgésicos e alongamento. “Eu acordei com muita dor, após uma semana de estresse. No início, achei que tinha dormido de mal jeito, mas acho que a tensão contribuiu bastante”, conta.

Segundo Dra. Matilde, o estilo de vida atual, em que as pessoas ficam horas com a cabeça abaixada, olhando para o celular, passam uma boa parte da vida no trânsito ou sentadas em escritórios e descuidam da postura, também colabora para o surgimento da cervicalgia.  “De nada adianta tratar o problema, sem antes tratar as causas. Hoje, devido ao excesso do uso do celular e a consequente má postura, até mesmo as crianças sofrem com cervicalgia”, afirma a fisiatra.

 

Em relação ao tratamento, técnicas mais modernas e menos invasivas, como a mesoterapia, que possibilita que uma mescla de medicamentos seja aplicada na região afetada por meio de agulhas finíssimas, alivia a dor e não provoca efeitos colaterais. “O medicamento é aplicado no local, oferecendo um resultado efetivo e rápido, desinflamando a região e eliminando a dor”, explica Dra. Matilde.

A mesoterapia tem sido vista como um dos tratamentos mais eficazes nesses casos, mas, dependendo do quadro, é preciso um trabalho multidisciplinar, com indicação de fisioterapia para a melhora da postura e fortalecimento muscular. “O paciente deve ser tratado de forma global e de maneira individualizada. Somente assim, os resultados surtem de forma duradoura”, ressalta a médica fisiatra.

A Clínica Ápice Medicina Integrada está localizada na Rua Eulália da Silva, 214, no Jardim Faculdade, em Sorocaba/SP. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3229-0202 ou pelo site: www.apice.med.br.

Lombalgia: Dores na coluna lombar podem ser tratadas pelo fisiatra com medicina de reabilitação

Dra.Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos, explica como funcionam os tratamentos, indicados quando nenhuma outra solução funciona.

A dor na região lombar, conhecida como lombalgia, é uma das mais frequentes e incapacitantes, afetando mais de 500 milhões de pessoas no mundo. Também é a principal causa de afastamento do trabalho e aposentadoria por invalidez, depois dos 45 anos de idade.

As causas para o problema que aflige tantos podem estar diretamente ligadas aos hábitos da vida moderna, como explica Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos, que atende em Sorocaba, Araçoiaba da Serra e São Paulo. “Sedentarismo, má postura (tanto em pé, como sentado), obesidade e hérnias de disco são algumas das causas de dor lombar, que pode, inclusive, irradiar para as pernas”, conta.

Para um tratamento efetivo, é necessária uma avaliação cuidadosa, a fim de identificar os fatores desencadeantes. “Na maioria dos casos, é possível tratar a lombalgia com medicamentos, reeducação postural, perda de peso, fortalecimento muscular e sessões de fisioterapia. Em outros, sobretudo os relacionados às hérnias de disco em estágio avançado, é necessária a intervenção neurocirúrgica”, complementa a médica.

Nas situações em que as intervenções convencionais não surtem efeito e a dor permanece de forma crônica, é recomendado consultar um médico fisiatra, que é especialista em reabilitação física. O profissional de reabilitação dispõe de meios e técnicas que buscam controlar a dor, proporcionando alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida. “Dentre os principais métodos existentes, podemos citar a mesoterapia, técnica que faz uso de microinjeções na região lombar, em doses medicamentosas reduzidas, mas com potencial para obter resultados muito satisfatórios diretamente na região afetada”.

Após a aplicação, os remédios entram em ação e, em alguns dias, a inflamação diminui e os músculos relaxam, cessando a dor. A mesoterapia de coluna lombar exige dentre cinco a dez sessões, feitas uma vez por semana. “Após esse período, é esperado que o paciente entre em processo de remissão da dor, ou seja, o incômodo vai diminuindo até desaparecer. Novas sessões serão necessárias apenas depois de alguns meses, ou se a dor retornar antes”, conta a fisiatra.

Outras alternativas de tratamentos fazem uso do agulhamento seco, técnica em que são inseridas agulhas nos trigger points (área de sensibilidade à dor) para quebrar a fibrose e diminuir o desconforto. Também podemos fazer bloqueios anestésicos de pontos motores. “Qualquer tratamento fisiátrico deve ser acompanhado de fisioterapia, com reforço muscular e correção postural. A associação destes procedimentos costuma ter muito bons resultados, tanto no sentido de diminuição da dor, quanto no da melhora da qualidade de vida”, detalha Dra. Matilde.

 

Dra. Matilde atende em Sorocaba (SP), na clínica Ápice Medicina Integrada, que fica na Rua Eulália Silva, 214, Jardim Faculdade, telefone: (15) 3229-0202. Em São Paulo (SP), na Rua Deputado Laércio Corte, 1200, Ap 81, Panamby-Morumbi, telefone (11) 97483-7700 e em Araçoiaba da Serra (SP), na Rua Tenente Benedito Camargo Pinto, 461, Centro, telefone: (15) 3281-2773.

Injeções de toxina botulínica e mesoterapia podem ajudar no tratamento das dores causadas pela artrose de joelho.

Substâncias tem grande efetividade no controle da dor causada pelo desgaste da articulação do joelho, sendo alternativa quando cirurgia é contraindicada.

A artrose de joelho é o comprometimento da articulação, responsável por sustentar o corpo e proporcionar mobilidade e flexibilidade às pernas. O problema apresenta sintomas como: dor após esforço, rigidez, estalos ou trepidações, além de inchaços e limitações dos movimentos. Em casos graves há incômodos fortes, que impossibilitam a locomoção.

O tratamento convencional para a artrose inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e analgésicos para amenizar os sintomas, além de fortalecimento muscular e fisioterapia para melhorar o condicionamento e estabilidade da articulação. Casos graves que não melhoram com os tratamentos convencionais exigem cirurgia de artroplastia, em que o joelho comprometido é substituído por uma prótese metálica.

No entanto, há situações em que o procedimento cirúrgico não é recomendado, exigindo o emprego de alternativas, como explica Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos, que atende na Clínica Ápice Medicina Integrada, em Sorocaba (SP), na Clínica Harmonia, em Araçoiaba da Serra (SP) e também em consultório na cidade de São Paulo (SP). “Quando os tratamentos convencionais não surtem efeito e a cirurgia não pode ser realizada, seja por risco elevado ou opção do paciente, podemos utilizar terapias medicamentosas de alta eficácia na tentativa minimizar os sintomas. Esses recursos são a mesoterapia e a toxina botulínica”, explica a especialista.

A mesoterapia é uma técnica que faz uso de microinjeções nos locais das lesões, em quantidade bem pequena, mas com potencial para obter excelentes resultados. “A ação da mesoterapia é potencializada, visto que a aplicação concentra os fármacos no local da dor. Outra vantagem é que enquanto os medicamentos convencionais orais ou intravenosos são absorvidos pelo organismo, aumentando as chances de efeitos adversos, com a mesoterapia isso não acontece, pois é utilizada uma dose mínima das substâncias aplicada localmente e na camada intermediária da pele”, explica.

Para o tratamento da artrose de joelho, são feitas diversas microinjeções de uma mescla de medicamentos em volta da articulação comprometida. O processo é praticamente indolor. “Após a aplicação, os remédios entram em ação e em alguns dias a inflamação diminui, cessando a dor”, completa a médica.

A mesoterapia de joelho exige dentre cinco a dez sessões, feitas uma vez por semana. “Após este processo, é esperado que o paciente entre em processo de remissão da dor, ou seja, o incomodo vai diminuindo até desaparecer. Novas sessões serão necessárias apenas depois de alguns meses ou quando a dor voltar”, conta a fisiatra.

Em casos severos, quando até mesmo a mesoterapia, infiltração com corticoides ou viscossuplementação não apresentam os resultados esperados, há a possibilidade de realizar infiltrações com toxina botulínica, técnica considerada viável para o tratamento da dor devido ao bloqueio dos receptores de dor pela toxina. “A infiltração com toxina botulínica faz uso de uma única agulha, mais comprida, que injeta a substância diretamente no interior do joelho. O Botox, como é comercialmente chamado, bloqueia a transmissão dos impulsos nervosos responsáveis pela sensação de dor, o que melhora os sintomas dolorosos. Da mesma forma que a mesoterapia, é preciso reaplicar após alguns meses, visto que, com o tempo, vai diminuindo o efeito do medicamento, mesmo assim, os resultados costumam ser muito interessantes”, detalha Dra. Matilde.

Tanto a mesoterapia, quanto a toxina botulínica são indicadas quando a cirurgia é inviável, seja devido à idade avançada e comprometimento da saúde do paciente, o que aumenta os riscos cirúrgicos, seja pela opção própria do paciente em não operar.

Hiperidrose: toxina botulínica é opção eficaz contra suor excessivo

Substância é considerada “padrão ouro” para o tratamento do problema; Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra e autoridade mundial em aplicações terapêuticas do produto, fala sobre os benefícios da técnica.

A hiperidrose é um distúrbio do organismo, em que ocorre a produção excessiva de suor, principalmente nas regiões das mãos, axilas e virilha. O quadro não é grave, no entanto, o desconforto gerado pelo problema pode comprometer a qualidade de vida ao favorecer situações, como: roupas molhadas de suor, constrangimento ao cumprimentar com aperto de mão e manchas em papeis e documentos manuseados.

Quem fala sobre o assunto é a Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos e autoridade mundial em aplicações terapêuticas da toxina botulínica, substância que atua no tratamento da hiperidrose. “A hiperidrose atinge cerca de 2% da população. Se considerarmos aproximadamente dois milhões de habitantes da Região Metropolitana de Sorocaba, é possível que tenhamos 40 mil pessoas com o distúrbio”, afirma a médica.

Prof.ª Dra. Matilde revela o que causa o quadro. “É uma anomalia no sistema nervoso simpático, que é uma região controlada pelo cérebro de maneira autônoma, isto é, sem a interferência da vontade. Essa região é responsável por gerenciar reações, a exemplo da dilatação de pupila, regulação do diâmetro da traqueia e dos brônquios, frequência cardíaca, produção e liberação de adrenalina ou glicose e a produção de suor, dentre muitas outras funções”, elenca. “Quando há algo de errado, como uma alteração genética ou doença, podem ocorrer disfunções no sistema. Uma delas é a hiperidrose”, completa.

O diagnóstico é clínico, baseado na observação dos sintomas e histórico do paciente. “Após a constatação, é iniciado o tratamento, que pode ser feito com o uso de medicamentos, aplicação de cremes ou pomadas e cirurgias. No entanto, mesmo com diversas opções de terapia, a aplicação de toxina botulínica é considerada ‘padrão ouro’, o que, na medicina, significa ser a melhor opção disponível”, pontua Dra. Matilde.

A toxina botulínica, popularmente chamada de Botox, é uma neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, popularizada para o tratamento estético de rugas e marcas de expressão. “O uso clínico da substância no combate à hiperidrose funciona da seguinte forma: o médico realiza diversas aplicações na região acometida pela sudorese excessiva. É utilizada uma quantidade segura do produto, que age como um bloqueador neuroquímico, ou seja, as glândulas sudoríparas deixam de receber estímulos nervosos, diminuindo a produção de suor naquele local. A técnica apresenta eficácia elevada, reduzindo em 70% a quantidade de suor em quase a totalidade dos casos”, detalha a especialista.

Além da elevada margem de sucesso do procedimento, outra vantagem são os poucos efeitos colaterais. “Enquanto técnicas, como a cirurgia, podem causar o efeito compensatório, que é quando a hiperidrose cessa na região operada, mas aparece em outro local antes não acometido, com a toxina botulínica, isso raramente acontece. A manutenção do tratamento é bem tranquila, devendo ser reaplicada entre seis meses e um ano, aproximadamente. Como é extremamente segura, a toxina botulínica praticamente não possui contraindicações, que se resumem a quadros de alergia aos componentes ou durante a gravidez”, conclui Dra. Matilde.

 

Mais informações podem ser obtidas pelo Facebook ou Instagram: dramatildesposito.