Problema crônico atinge 18% da população brasileira enquanto a dor aguda chega a 50%.

Você acorda com o pescoço duro, mal pode se mexer e o corpo todo parece ser um bloco.  Estamos falando da cervicalgia, que nada mais é que a dor na região cervical, ou do pescoço, que atinge as vértebras cervicais e pode chegar aos ombros. Existem dois tipos de cervicalgia: a crônica, que persiste por várias semanas, ou a aguda, que dura alguns dias. “É preciso identificar as causas e a persistência da dor para dar início ao tratamento adequado, explica a médica fisiatra Dra. Matilde Sposito”, especialista em bloqueios neuroquímicos da clínica Ápice de Sorocaba.

As causas da cervicalgia podem ser diversas, indo das lesões musculares ou articulares, causadas pela má postura (dormir, sentar ou andar em posição inadequada), passando pelo traumatismo cervical, como um choque violento na nuca durante um acidente de carro, por exemplo, até a hérnia cervical, artrose e, em alguns casos, relacionadas a problemas sérios, como uma doença infecciosa, reumática ou tumoral.

O fato é que o problema tem crescido entre a população e, atualmente, segundo um estudo da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação em parceria com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 18% dos brasileiros sofrem com a cervicalgia crônica e a estimativa é que a dor aguda atinja 55% das pessoas.  A pesquisa também aponta que em relação à cervicalgia crônica as mulheres são as mais afetadas, chegando aos 12% contra 9% dos homens.

A vendedora Michele Badur, 34 anos, faz parte dessa estimativa. Ela teve uma cervicalgia aguda e a dor, que durou três dias, foi tratada com analgésicos e alongamento. “Eu acordei com muita dor, após uma semana de estresse. No início, achei que tinha dormido de mal jeito, mas acho que a tensão contribuiu bastante”, conta.

Segundo Dra. Matilde, o estilo de vida atual, em que as pessoas ficam horas com a cabeça abaixada, olhando para o celular, passam uma boa parte da vida no trânsito ou sentadas em escritórios e descuidam da postura, também colabora para o surgimento da cervicalgia.  “De nada adianta tratar o problema, sem antes tratar as causas. Hoje, devido ao excesso do uso do celular e a consequente má postura, até mesmo as crianças sofrem com cervicalgia”, afirma a fisiatra.

 

Em relação ao tratamento, técnicas mais modernas e menos invasivas, como a mesoterapia, que possibilita que uma mescla de medicamentos seja aplicada na região afetada por meio de agulhas finíssimas, alivia a dor e não provoca efeitos colaterais. “O medicamento é aplicado no local, oferecendo um resultado efetivo e rápido, desinflamando a região e eliminando a dor”, explica Dra. Matilde.

A mesoterapia tem sido vista como um dos tratamentos mais eficazes nesses casos, mas, dependendo do quadro, é preciso um trabalho multidisciplinar, com indicação de fisioterapia para a melhora da postura e fortalecimento muscular. “O paciente deve ser tratado de forma global e de maneira individualizada. Somente assim, os resultados surtem de forma duradoura”, ressalta a médica fisiatra.

A Clínica Ápice Medicina Integrada está localizada na Rua Eulália da Silva, 214, no Jardim Faculdade, em Sorocaba/SP. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3229-0202 ou pelo site: www.apice.med.br.