Substância é considerada “padrão ouro” para o tratamento do problema; Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra e autoridade mundial em aplicações terapêuticas do produto, fala sobre os benefícios da técnica.

A hiperidrose é um distúrbio do organismo, em que ocorre a produção excessiva de suor, principalmente nas regiões das mãos, axilas e virilha. O quadro não é grave, no entanto, o desconforto gerado pelo problema pode comprometer a qualidade de vida ao favorecer situações, como: roupas molhadas de suor, constrangimento ao cumprimentar com aperto de mão e manchas em papeis e documentos manuseados.

Quem fala sobre o assunto é a Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos e autoridade mundial em aplicações terapêuticas da toxina botulínica, substância que atua no tratamento da hiperidrose. “A hiperidrose atinge cerca de 2% da população. Se considerarmos aproximadamente dois milhões de habitantes da Região Metropolitana de Sorocaba, é possível que tenhamos 40 mil pessoas com o distúrbio”, afirma a médica.

Prof.ª Dra. Matilde revela o que causa o quadro. “É uma anomalia no sistema nervoso simpático, que é uma região controlada pelo cérebro de maneira autônoma, isto é, sem a interferência da vontade. Essa região é responsável por gerenciar reações, a exemplo da dilatação de pupila, regulação do diâmetro da traqueia e dos brônquios, frequência cardíaca, produção e liberação de adrenalina ou glicose e a produção de suor, dentre muitas outras funções”, elenca. “Quando há algo de errado, como uma alteração genética ou doença, podem ocorrer disfunções no sistema. Uma delas é a hiperidrose”, completa.

O diagnóstico é clínico, baseado na observação dos sintomas e histórico do paciente. “Após a constatação, é iniciado o tratamento, que pode ser feito com o uso de medicamentos, aplicação de cremes ou pomadas e cirurgias. No entanto, mesmo com diversas opções de terapia, a aplicação de toxina botulínica é considerada ‘padrão ouro’, o que, na medicina, significa ser a melhor opção disponível”, pontua Dra. Matilde.

A toxina botulínica, popularmente chamada de Botox, é uma neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, popularizada para o tratamento estético de rugas e marcas de expressão. “O uso clínico da substância no combate à hiperidrose funciona da seguinte forma: o médico realiza diversas aplicações na região acometida pela sudorese excessiva. É utilizada uma quantidade segura do produto, que age como um bloqueador neuroquímico, ou seja, as glândulas sudoríparas deixam de receber estímulos nervosos, diminuindo a produção de suor naquele local. A técnica apresenta eficácia elevada, reduzindo em 70% a quantidade de suor em quase a totalidade dos casos”, detalha a especialista.

Além da elevada margem de sucesso do procedimento, outra vantagem são os poucos efeitos colaterais. “Enquanto técnicas, como a cirurgia, podem causar o efeito compensatório, que é quando a hiperidrose cessa na região operada, mas aparece em outro local antes não acometido, com a toxina botulínica, isso raramente acontece. A manutenção do tratamento é bem tranquila, devendo ser reaplicada entre seis meses e um ano, aproximadamente. Como é extremamente segura, a toxina botulínica praticamente não possui contraindicações, que se resumem a quadros de alergia aos componentes ou durante a gravidez”, conclui Dra. Matilde.

 

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