Substâncias tem grande efetividade no controle da dor causada pelo desgaste da articulação do joelho, sendo alternativa quando cirurgia é contraindicada.

A artrose de joelho é o comprometimento da articulação, responsável por sustentar o corpo e proporcionar mobilidade e flexibilidade às pernas. O problema apresenta sintomas como: dor após esforço, rigidez, estalos ou trepidações, além de inchaços e limitações dos movimentos. Em casos graves há incômodos fortes, que impossibilitam a locomoção.

O tratamento convencional para a artrose inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e analgésicos para amenizar os sintomas, além de fortalecimento muscular e fisioterapia para melhorar o condicionamento e estabilidade da articulação. Casos graves que não melhoram com os tratamentos convencionais exigem cirurgia de artroplastia, em que o joelho comprometido é substituído por uma prótese metálica.

No entanto, há situações em que o procedimento cirúrgico não é recomendado, exigindo o emprego de alternativas, como explica Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos, que atende na Clínica Ápice Medicina Integrada, em Sorocaba (SP), na Clínica Harmonia, em Araçoiaba da Serra (SP) e também em consultório na cidade de São Paulo (SP). “Quando os tratamentos convencionais não surtem efeito e a cirurgia não pode ser realizada, seja por risco elevado ou opção do paciente, podemos utilizar terapias medicamentosas de alta eficácia na tentativa minimizar os sintomas. Esses recursos são a mesoterapia e a toxina botulínica”, explica a especialista.

A mesoterapia é uma técnica que faz uso de microinjeções nos locais das lesões, em quantidade bem pequena, mas com potencial para obter excelentes resultados. “A ação da mesoterapia é potencializada, visto que a aplicação concentra os fármacos no local da dor. Outra vantagem é que enquanto os medicamentos convencionais orais ou intravenosos são absorvidos pelo organismo, aumentando as chances de efeitos adversos, com a mesoterapia isso não acontece, pois é utilizada uma dose mínima das substâncias aplicada localmente e na camada intermediária da pele”, explica.

Para o tratamento da artrose de joelho, são feitas diversas microinjeções de uma mescla de medicamentos em volta da articulação comprometida. O processo é praticamente indolor. “Após a aplicação, os remédios entram em ação e em alguns dias a inflamação diminui, cessando a dor”, completa a médica.

A mesoterapia de joelho exige dentre cinco a dez sessões, feitas uma vez por semana. “Após este processo, é esperado que o paciente entre em processo de remissão da dor, ou seja, o incomodo vai diminuindo até desaparecer. Novas sessões serão necessárias apenas depois de alguns meses ou quando a dor voltar”, conta a fisiatra.

Em casos severos, quando até mesmo a mesoterapia, infiltração com corticoides ou viscossuplementação não apresentam os resultados esperados, há a possibilidade de realizar infiltrações com toxina botulínica, técnica considerada viável para o tratamento da dor devido ao bloqueio dos receptores de dor pela toxina. “A infiltração com toxina botulínica faz uso de uma única agulha, mais comprida, que injeta a substância diretamente no interior do joelho. O Botox, como é comercialmente chamado, bloqueia a transmissão dos impulsos nervosos responsáveis pela sensação de dor, o que melhora os sintomas dolorosos. Da mesma forma que a mesoterapia, é preciso reaplicar após alguns meses, visto que, com o tempo, vai diminuindo o efeito do medicamento, mesmo assim, os resultados costumam ser muito interessantes”, detalha Dra. Matilde.

Tanto a mesoterapia, quanto a toxina botulínica são indicadas quando a cirurgia é inviável, seja devido à idade avançada e comprometimento da saúde do paciente, o que aumenta os riscos cirúrgicos, seja pela opção própria do paciente em não operar.